bacterioplânctons
Durante três séculos predominou a visão clássica de que os
microrganismos atuam no meio ambiente apenas como decompositores, sendo
que nessa teia trófica
o fluxo da matéria é unidirecional e a matéria só retorna ao
compartimento biológico na forma inorgânica, após a passagem pela
decomposição bacteriana.
A partir do século XX, diversas idéias que reavaliaram a função dos
microrganismos na natureza começaram a surgir. No ano de 1974, Pomeroy
foi o primeiro a reconhecer os microrganismos como os principais
consumidores de energia nos oceanos. Já em 1980, Porter e Feig indicaram
que as bactérias e algas cianofícias
poderiam ser os principais contribuintes para os processos
heterotróficos (não possuem a capacidade de produzir seu próprio
alimento) e autotróficos (possuam a capacidade de produzir seu próprio
alimento), respectivamente, em sistemas planctônicos.
Em 1983, um pesquisador sintetizou essa nova visão em um modelo conhecido como Microbial Loop
ou Alça Microbiana, que baseia-se no fato das bactérias, uma vez que
transformam a matéria orgânica em biomassa bacteriana, podem ser
predadas pelo nano e microplânctons e estes por microrganismos maiores.
Esta é a etapa que transporta matéria de volta a teia trófica, sem que
passe pelo estado inorgânico obrigatório para ser consumido pelo fitoplâncton e deste modo entrar na teia trófica clássica. Já em 1988, outros pesquisadores demonstraram a inserção do Microbial Loop no restante da teia trófica, com enfoque principal nas transferências de carbono entre compartimentos biológicos.
Com base nas afirmações desses pesquisadores, o principal impacto dos
microrganismos aquáticos se dá sobre os ciclos de nutrientes e do
carbono, sendo responsável pela maior parte da respiração aeróbica, toda
a respiração anaeróbica e uma grande proporção de regeneração de
nutrientes. Deste modo, o fluxo de energia dos ecossistemas aquáticos
passa em grande extensão pela utilização de matéria orgânica dissolvida
pelas bactérias heterotróficas.
Fontes:
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/14356/000661057.pdf?sequence=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacteriopl%C3%A2ncton
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/14356/000661057.pdf?sequence=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacteriopl%C3%A2ncton
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