Sanguessugas
Sanguessuga. Foto: GlebK [CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons
A sanguessuga medicinal europeia (Hirudo medicinalis)
é a espécie mais famosa, seu corpo chega a 20 cm de comprimento, e é
utilizada para fins terapêuticos há mais de 2500 anos. Em lugares como
Roma, Grécia e Síria, estes animais eram usados para chupar o sangue de muitos lugares do corpo. Eram as chamadassangrias, realizadas porque se acreditava que podiam curar desde dores locais (algo comprovado) e processos inflamatórios até obesidade, gota, tumores, distúrbios mentais, nefrite, etc.
Apesar do seu aspecto repulsivo, estes animais são importantes para
médicos e cientistas atualmente. Na Europa e Estados Unidos, as
sanguessugas estão sendo utilizadas nas cirurgias plásticas e
reconstrutivas, pois podem provocar uma pequena hemorragia (que imita a
circulação venosa), ajudando a restabelecer a circulação sanguínea na
delicada área onde o enxerto foi aplicado. Desta forma, as sanguessugas
são usadas para auxiliar no transplante de dedos, orelhas ou quaisquer
partes que tenham sido gravemente danificadas em acidentes. Estes
anelídeos combatem eficazmente a gangrena, descongestionam os vasos
sanguíneos (retiram o excesso de sangue) e restabelecem a pressão e a
circulação sanguíneas normais.
Comprovadamente, as sanguessugas são eficazes contra problemas inflamatórios como a artrite.
Comprovadamente, as sanguessugas são eficazes contra problemas inflamatórios como a artrite.
Os cientistas já identificaram várias substâncias medicinais
que este pequeno invertebrado produz em sua saliva, cada vez que morde
seu hospedeiro. Algumas destas substâncias, que estão sendo estudadas, poderiam tornar-se fármacos úteis para o tratamento de enfermidades cardiovasculares.
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