Echinococcus granulosus
O nome comum do Echinococcus granulosus é tênia anã do cão, seu local de predileção é fígado e pulmões nos hospedeiro intermediário, que são os ruminantes domésticos e silvestres, homem e primatas, suínos e lagomorfos; e intestino delgado
nos hospedeiro definitivo que são os cão e muitos canídeos silvestres. O
cestódeo adulto tem apenas cerca de 6 mm de comprimento e, portanto, é
difícil encontra-lo no intestino recém-aberto. Ele consiste em um
escólex e três ou quatro segmentos, o terminal grávido ocupando cerca de
metade do comprimento de todo o cestódeo. A fase larval representada
pelos cistos “hidáticos” são grandes vesículas repletas de fluido, de
5-10 cm de diâmetro, com cutícula espessa concentricamente laminada e
camada germinativa interna.
No ciclo de vida, o período pré-patente no hospedeiro
definitivo é ao redor de 40-50 dias, após os quais apenas um segmento
grávido é liberado por semana. As oncosferas são capazes
de sobrevivência prolongada fora do hospedeiro. Após ingestão pelo
hospedeiro intermediário, a oncosfera penetra na parede intestinal e
chega ao fígado pelo sangue ou aos pulmões pela linfa. Esses são os
locais mais comuns para o desenvolvimento larvar. O crescimento da
hidátide é lento, atingindo a maturidade em torno dos 6-12meses. No
fígado e nos pulmões, o cisto pode ter o diâmetro de até 20cm, mas em
localizações mais raras, como a cavidade abdominal, onde o crescimento
irrestrito é possível, ele pode ser muito grande e conter vários litros
de fluido. A cápsula do cisto consiste em uma membrana externa e em um
epitélio germinativo interno a partir do qual, quando o crescimento do
cisto já está quase completo, vesículas filhas realizam brotamento, cada
uma delas contendo diversos escóleces.
A infecção em bovinos ou ovinos em geral não está associada a
sinais clínicos. A infecção humana pode resultar em desconforto
respiratório ou aumento de volume abdominal, dependendo de haver a
presença ou não de infecção nos pulmões ou no fígado. A presença de
hidátides como entidade clinica raramente é suspeitada em animais
domésticos e diagnostico especifico nunca é solicitado. O diagnostico de
infecção em cães com cestódeos adultos
é difícil, porque os segmentos são pequenos e eliminados aos poucos.
Quando encontrados, a identificação baseia-se em seu tamanho (2-3 mm),
no formato ovoide e no poro genital único.
Em alguns países, os esquemas de controle têm envolvido a administração
de anti-helmínticos purgativos nos cães, de maneira que o cestódeo
inteiro é expelido pelo muco e pode ser procurado nas fezes. Se puder
ser feita necropsia, deve-se abrir o intestino delgado e imergi-lo em um
pouco de agua rasa, quando os vermes aderidos poderão ser vistos como
pequenas papilas delgadas. Foram desenvolvidos testes imunodiagnósticos
que se baseiam na técnica de ELISA para detecção de anticorpos contra o antígeno nas fezes.
Fonte:
NEVES, D. P.; MELO, A. L.; LINARDI, P. M. & VITOR, R. W. A. Parasitologia humana. 11ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2005.
REY, L. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
URQUHART, G. M.; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L. Parasitologia veterinária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
NEVES, D. P.; MELO, A. L.; LINARDI, P. M. & VITOR, R. W. A. Parasitologia humana. 11ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2005.
REY, L. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
URQUHART, G. M.; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L. Parasitologia veterinária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
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