Monotremados
Ornitorrincos e équidna
são espécies de monotremados da Austrália e Nova Guiné. Não se sabe ao
certo de onde e quando surgiram os monotremados, mas há algumas
evidências que indicam que tenha sido na Austrália há mais de 180
milhões de anos; o registro mais antigo encontrado foi um fóssil de um
pedaço da mandíbula de cerca de 100 milhões de anos que foi encontrado
na Austrália.
Monotremados produzem leite, mas suas glândulas mamárias não possuem
mamilos, portanto ao nascerem os filhotes lambem um liquido leitoso
secretado por esta glândula que contem poros dilatados; possuem uma
baixa taxa metabólica e suas glândulas sudoríparas não são eficientes.
Podemos comparar os monotremados com e alguns dos mamíferos viventes
mais derivados, os térios (marsupiais). Os monotremados possuem a orelha
mais primitiva do que a dos térios. Embora sejam ovíparos,
diferentemente dos demais os ovos dos monotremados passam por um período
de incubação de 10 dias dentro da fêmea para receber nutrientes. Após
seu nascimento há um longo período de cuidados parental, onde a fêmea
deposita os ovos dentro de uma toca subterrânea até o momento da
eclosão.
Um monotremado só atinge a maturidade com cerca de um ano. Ele
só irá se reproduzir com sete anos e vivem cerca de quinze anos. Nos
monotremados o sistema
reprodutor e excretor não se origina dos tecidos embrionários vizinhos,
eles possuem uma câmara (cloaca) onde as aberturas genitais e uretral
terminam. A distribuição de vitelo dos monotremados é em grande
quantidade, já nos demais mamíferos essa distribuição é com pouca
quantidade.
Esta Ordem também apresenta especializações
únicas. Tanto os ornitorrincos quanto os équidnas não possuem dentes na
sua fase adulta e seu bico é de couro. Os bicos contém receptores
eletromagnéticos que são utilizados para o reconhecimento de presas, sob
a água ou em algum provável ninho de cupins. A disposição do seu
esqueleto pós-cranial também difere dos outros mamíferos, essa
disposição sugere o hábito escavador de monotremados modernos.
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