Cytauxzoonose
A cytauxzoonose consiste em uma doença infecciosa que acomete gatos e tem como agente etiológico o Cytauxzoon felis. Embora o nome sugira, esta doença não se trata de uma zoonose, apresentando risco somente para os felídeos.
Esta doença ocorre exclusivamente nos Estados Unidos, tendo como
reservatório os linces, que adquirem o patógeno através da picada do
carrapato do cão americano (Dermatocentor variabilis).
Estas parasitas possuem um período de incubação que gira em
torno de 5 a 20 dias. Por conseguinte à infecção, ocorre uma
multiplicação assexuada do patógeno, chamada
de esquizogonia, nos macrófagos teciduais com formação de esquizontes e
macroesquizontes. Os macrófagos parasitados migram para o lúmen das
veias do organismo todo. Subsequentemente são liberados pelos macrófagos
merozoítos que irão ao encontro dos eritrócitos para parasitá-los,
resultando na obstrução do fluxo sanguíneo tecidual em decorrência dos
infiltrados mononucleares e da anemia hemolítica.
Os sintomas são inespecíficos, com os animais infectados apresentando
anorexia, letargia, dispnéia, depressão, hemoglobinúria, desidratação,
icterícia, febre, anemia, sensibilidade à palpação da região abdominal e
esplenomegalia.
O diagnóstico desta patologia é alcançado por meio
do esfregaço sanguíneo, apesar de apenas uma pequena quantidade de
animais infectados apresentarem parasitas circulantes. Além do mais, são
observados eritrócitos parasitados somente no estágio mais avançado da
doença.
Uma vez que a Babesia spp. e o Cytauxzoon felis
apresentam as formas intraeritrocíticas similares, se faz necessária a
realização de testes moleculares por meio do PCR ou análise histológica
para a diferenciação de ambos os parasitas.
O tratamento
pode ser feito com diminazeno. Medidas de suporte também podem ser
adotadas, como, por exemplo, a transfusão sanguínea. Contudo, a taxa de
sobrevivência à esta infecção é muito baixa.
A prevenção é feita utilizando produtos anticarrapaticidas.
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