Fasciola hepatica
A Fasciola hepatica é um parasito dos
canais e vesículas biliares de ovinos, bovinos, caprinos, suínos,
vários mamíferos silvestres e pode parasitar o humano. Este helminto é conhecido popularmente como “baratinha do fígado”. É de ampla distribuição mundial, principalmente nas áreas úmidas, alagadiças ou sujeitas a inundações periódicas. A Fasciola hepática
teve sua primeira incidência no Brasil em 1918 em bovinos e ovinos, no
estado do Rio Grande do Sul. Em humanos, o primeiro relato foi no estado
do Mato Grosso em 1958.
O parasito jovem, por ocasião da entrada no fígado,
tem de 1 a 2 mm de comprimento e o formato de lanceta. O parasito
adulto é hermafrodito, tem formato de folha, mede cerca de três
centímetros de comprimento por 1,5cm de largura e tem cor
castanho-acinzentada. O tegumento apresenta-se coberto por espinhos
recorrentes disseminados na porção anterior do helminto. Na extremidade
anterior possui uma ventosa oral da qual segue uma faringe curta e dela
partem ramos cecais de cada lado até a extremidade posterior. Logo
abaixo da ventosa oral está localizada a ventosa ventral ou acetábulo.
Junto a esta, nota-se
a abertura do poro genital. O ovo é operculado, amarelo e grande, tem
cerca do dobro do tamanho de um ovo de triscostrongilídeo.
O ciclo biológico é do tipo heteroxênico. No Brasil, os caramujos do gênero Lymnaea
são os hospedeiros intermediários. O parasito adulto põe ovos
operculados que com a bile, vão para o intestino e são eliminados nas
fezes. No ambiente este ovo dá origem ao miracídio. Este só irá sair do
ovo quando entrar em contato com a água e é estimulado pela luz solar. O
muco produzido pelo molusco atrai o miracídio que penetra nele. Após
penetração, cada miracídio forma um esporocisto, que dá origem a varias
rédias. Estas podem dar origem á rédias de segunda geração ou cercarias.
Logo que saem do caramujo, as cercárias nadam alguns minutos e perdem a
cauda com as secreções das glândulas cistogênicas. Encistam-se, na
superfície da água ou aderem na vegetação aquática. No processo
de encistamento o parasito é chamado de metacercária. Esta é a forma
infectante. O animal, ou o homem, se infecta ao beber esta água
contaminada ou comer verdura com metacercárias. Estas se desencistam no intestino delgado,
perfuram e penetram caindo na cavidade peritoneal, perfuram a capsula
de Glisson (capsula do fígado) e começam a migrar pelo parênquima
hepático, depois vão aos ductos biliares. A doença é conhecida como Fasciolose.
Fontes:
NEVES, D. P.; MELO, A. L.; LINARDI, P. M. & VITOR, R. W. A. Parasitologia humana. 11ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2005.
REY, L. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
URQUHART, G. M.; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L. Parasitologia veterinária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
NEVES, D. P.; MELO, A. L.; LINARDI, P. M. & VITOR, R. W. A. Parasitologia humana. 11ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2005.
REY, L. Parasitologia: parasitos e doenças parasitárias do homem nos trópicos ocidentais. 4ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
URQUHART, G. M.; ARMOUR, J.; DUNCAN, J. L. Parasitologia veterinária. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
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